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Fábula Infantil Pedro Bandeira - A Vaidade do Corvo | Historinha em áudio

  • Foto do escritor: Jéssica Iancoski
    Jéssica Iancoski
  • 10 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

A Vaidade do Corvo é uma Fábula Infantil do escritor Pedro Bandeira.


A História infantil foi gravada para o Podcast para Crianças Jejéqui Lê.


Conta sobre uma raposa que tenta lograr um corvo para conseguir o pedaço de queijo que ele tem no bico.


Um dia, ele se enrola tanto no banho que acaba acontecendo uma coisa um tanto quanto séria.

Será que ela consegue?


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A Vaidade do Corvo (Fábula Infantil: Pedro Bandeira/Jejéqui Lê)

História Infantil em Áudio: A Vaidade do Corvo


Ia a raposa com fome quando deu com um corvo, muito feliz da vida, no alto de um galho, com um belo pedaço de queijo no bico.


É claro que a ladrona da raposa quis o queijo na hora, mas o corvo estava empoleirado muito alto. Como é que ela havia de subir até lá para roubar o queijo? Isso porque a raposa nem sonharia em pedir um pedacinho. Ela não sabia pedir: só gostava mesmo de enganar os outros para conseguir o que queria.


Nessas horas, para pôr em funcionamento a sua desonestidade, a raposa tinha de usar a esperteza que dizem ser qualidade de todas as raposas. E como usou!


Foi-se chegando debaixo da árvore e jogando sua lábia:


- Hum, mas se não é o grande cantor que eu encontro!


Falando com o bico fechado, para não deixar cair o queijo, o corvo espantou-se:


- Grunf… umpf... grac. - o que talvez quisesse dizer "Cantor... Que cantor? Cadê esse cantor de que a senhora está falando?”


- Que cantor? Ora, mas é o senhor mesmo! Todo mundo fala, em toda a floresta, da maravilhosa voz que o senhor tem! Todo mundo fala: cantor bom mesmo, só o compadre corvo!


-Grof... murfm.., urgc. - que na certa seria uma resposta como "Falam mesmo? Não diga?"

E o corvo foi se inchando de orgulho.


- Digo e repito! Eu andava ansiosa para encontrá-lo e poder gozar do privilégio de ouvir a sua maravilhosa voz!


Mais inchado ainda ficou o corvo:


- urmc... grofc... - fez o corvo querendo dizer "Ora, bondade sua, comadre raposa...".


- Bondade, nada: realidade! Garanto-lhe, mestre cantor, que se eu puder ouvir uma de suas maravilhosas canções, serei o animal mais feliz desta floresta!


O corvo nem aguentava mais de tanto inchaço, de tanta  vaidade e de tanto orgulho. Feliz da vida, abriu o bico para soltar mais um de seus horríveis granidos, mas o que soltou foi o queijo, que - fiuuuuum... - veio cair árvore abaixo, bem na boca da esperta raposa!


E lá se foi a raposa, saboreando o gostoso queijo e a vaidade do bobo corvo, que acreditava em qualquer elogio!


Dizem que para haver um vigarista bem sucedido, é preciso haver um trouxa bem embrulhado, não é?



Moral da História

Pra existir um vigarista, precisa existir um trouxa.

Fábula de Pedro Bandeira no YouTube =P


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